Noto com desagrado que tem crescido em Portugal
Complexos e tristes exercícios contorcionistas
Situados na área da ginástica corporal
Praticado por gente Crapulosas e Fascistas
Nas matérias do graxismo e do Anal
São praticantes que correm a ajoelhar-se
Tentando subir na escala de subserviência,
Lambendo a peida ao jogador mais poderoso
Pensando apenas na sua própria sobrevivência
Cheiram e lambem as botas ao todo visceroso
O poder funde-se com a vaidade e fingida virtude
Assim segue este velho e porco mundo, girando…
Com os poderosos de vaidades se empanturrando
Os lambe-cus, tal como as galinhas…penicando
E eu rindo, vou pintando essas decrepitudes.
Uma bota gigante ergue-se como o totem do poder, pesando sobre um mundo que se contorce à sua volta. As figuras humanas, de línguas exageradas e corpos dobrados, tornam-se caricaturas dos lambe botas da sociedade — criaturas que se entregam à submissão com um sorriso quase infantil. Ratos coroado, insetos vigilantes e seres híbridos orbitam o cenário, reforçando a sensação de decadência hierárquica e teatralidade grotesca. O contraste entre o riso fácil e a humilhação explícita expõe a fragilidade humana diante da autoridade. A pintura transforma-se numa sátira feroz: um carnaval distorcido onde o contorno escava o ridículo do servilismo social.

