Esta obra simboliza o peso da história e da luta. Das botas nasce um cravo vermelho, ferido e parcialmente desfolhado, evocando a fragilidade e a resistência da liberdade. Os atacadores verde e vermelho lembram as cores de Portugal, enquanto as datas “1974–2024” assinalam meio século de memórias da Revolução dos Cravos. O contraste entre o preto rigoroso do calçado e o vermelho vivo da flor cria uma tensão poética entre opressão e esperança. Esta obra é um tributo emotivo à liberdade, ao desgaste do tempo e à força simbólica do cravo que insiste em florescer.
Marcharam pelos cravos que murcharam – 55
41 x 56 cm
Desenho sobre papel
2024
Indisponível

