O caos transforma-se em linguagem, e cada forma ondula como se estivesse prestes a contar uma história perdida. As figuras híbridas surgem entre cores ferozes e contornos que serpenteiam, criando um universo onde o humano, o animal e o imaginário se fundem num só corpo vibrante. Há um movimento contínuo, quase respiratório, que percorre todo o quadro — como se a tela fosse um organismo vivo em expansão. Rostos metamórficos, olhos vigilantes e gestos fragmentados desenham uma narrativa crua e poética, simultaneamente lúdica e inquieta. A obra ergue-se como um mural visceral: uma cartografia emocional onde o inconsciente encontra forma, cor e presença.
DesCubismo Contornismo n° 21
270 x 185 cm
Óleo sobre tela
2015
Indisponível

