Ao centro a aura icónica de um poeta do silêncio (Charlie Chaplin), farol do humor que nasce da dor e da ternura humana. O seu preto-e-branco rasga o frenesi cromático em redor, como memória clássica que resiste à era do ruído. Em volta, o mundo desvenda excessos, vícios e pulsões, como se o circo contemporâneo gritasse sem escutar. Ele observa, ambíguo, entre a inocência e a ironia, carregando a comédia como quem segura uma ferida com luva branca. É o clímax visual onde a elegância do gesto se transforma em eternidade, mesmo quando o caos insiste em dançar.
Charlie em estado Chaplin
65 x 50 cm
Acrílico sobre tela
2017
Indisponível

