As figuras nascem de um vulcão emocional, como se cada cor fosse uma faísca arrancada ao interior humano. Os rostos, compostos de ângulos improváveis, conversam entre si num murmúrio secreto que vibra entre a ironia e o espanto. Um vaivém de formas que se empurram, recuam e reaparecem, como memórias a tentarem reorganizar-se depois de uma tempestade. Olhos, dispersos como bússolas enlouquecidas, sugerem a busca incessante por sentido num mundo que insiste em não se explicar, um coro dissonante e vivo — uma celebração do absurdo que habita o quotidiano e transborda através da cor.
DesCubismo Contornismo n° 13
90 x 63 cm
Óleo sobre tela
2014
Indisponível

