As figuras emergem como sombras iluminadas, recortadas apenas pela precisão dos contornos brancos. Seres híbridos, fragmentados e totémicos, conversam entre si num idioma antigo, feito de símbolos, ritmos e gestos suspensos. O fundo negro funciona como um abismo silencioso, do qual cada linha se ergue com a força de uma revelação. Olhos multiplicam-se como testemunhas inquietas, insinuando segredos, vigílias e mistérios ainda por decifrar. A pintura transforma-se num mapa ritual, onde caos e ordem dançam num equilíbrio instintivo e primitivo.
DesCubismo Contornismo nº 68
80 x 60 cm
Acrílico sobre tela
2016
Indisponível

