O tabuleiro transforma-se num palco surreal onde a rainha reina não apenas pelo jogo, mas pela atitude tranquila com que observa o caos à sua volta. As peças caem, flutuam, rodopiam como atores derrotados, enquanto ela permanece erguida, quase meditativa, soprando bolhas como quem ignora o drama da estratégia. O azul profundo que envolve a cena cria a sensação de um oceano onírico, onde o xadrez deixa de ser lógica e passa a ser delírio. Cada figura caída parece murmurar a sua própria pequena tragédia, ampliando o triunfo silencioso da rainha, uma metáfora lúdica do xeque-mate emocional: quando o poder não precisa de gritar para vencer.
E na rainha, Xeque-Mate
50 x 50 cm
Óleo sobre tela
2016
Coleção particular de
II internacional Open de Xadrez.

