Sobre um cenário geométrico onde a realidade parece construída a régua, ergue-se a sombra poética de quem fez da alma um labirinto habitado. O café à mesa é mais que hábito: é âncora existencial, rito de quem via na chávena o centro de muitas heteronímias. O olhar pesado sugere o peso do infinito — como se cada gesto fosse capaz de escrever um desassossego inteiro. A obra torna-se então um brinde estético a Fernando Pessoa: homem-multidão, viajante imóvel, poeta de mundos interiores.
Fernando Pessoa
120 x 120 cm
Acrílico sobre tela
Cartoon original de João Beja
2017
Indisponível

