Um teatro de caos pulsa sob cores elétricas, onde o poder fala alto, armado, enquanto o tempo vigia pendurado no vazio. Criaturas híbridas assistem, divididas entre fome, violência e espetáculo, afiando dentes invisíveis na carne do absurdo. Uma ave de gravata prepara o banquete, enquanto serpentes e sombras negociam silêncio em notas de ameaça. Cada figura aponta, acusa ou devora, como se o mundo fosse um circo onde ninguém sabe quem ri ou quem manda. No todo, a tela é um relógio quebrado — marcando horas de delírio político num palco que já esqueceu a humanidade.
Pelo meu relógio são horas de pintar
60 x 60 cm
Acrílico sobre tela, 2014.
Tributo ao álbum dos Mão Morta (Pelo meu relógio são horas de matar).
Coleção Particular de Adolfo Luxuria Canibal.

